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Coluna Moska, Histórias

A Jornada do Tabaco…

A jornada do tabaco…

Essa é a minha jornada, mas é o caminho que a maioria segue…

O ano era 1999… Último dia de aula do curso técnico… Última prova…

E passei…

Saio da escola, atravesso a rua, entro em um bar e peço uma cerveja…

No balcão do bar haviam alguns cachimbos e tabacos expostos…

Peço um cachimbo qualquer… O que era mais bonito…

O tabaco, peço orientação ao vendedor…

Esse aqui é mais barato… Esse aqui é de maçã… Este é importado…

Esse nome mágico, que fazia pensar que deveria ser bom, levou a escolha…

O importado então…

Era um pacote banco de letras pretas… Capitain Black dizia no pacote…

Eu que por pura onda já tinha fumado alguns charutos cubanos, que detestava cigarro, ao queimar aquele tabaco achei muito saboroso…

Mas no final do fornilho a linha ficou toda assada…

Esse cachimbo e tabaco foi pra gaveta da cômoda, e muito raramente usava, pra fazer “balaca” como dizem aqui no sul…

Minhas meias cheiravam baunilha…

Veio o trabalho…

E algum dinheiro…

Em uma tabacaria, provei o tal de maçã, o do seu Cândido, o de chocolate…

A lingua sempre ficava como se tivesse lambido um esmeril…

Charutos não faziam isso é se tornaram dominantes na minha vida tabagista…

E muitos anos se passaram…

Veio a gravidez da mulher…

Dois Cohiba Black e um Jack Danials Single Barrel esperavam o dia…

Eu no trabalho, temporal, não ia poder sair… Ligo pra casa e peço um café…

Não estou bem, disse ela…

Dores, bora pro hospital (a 100 km)…

O dia mais feliz da vida chegou…

Pqp… Os charutos e wiskey ficaram em casa…

Mas como eu poderia fazer fumaça cancerígena perto de um bebê…

Não vou fumar mais nada…

O cachimbo que ficava no porta-luvas eu dei ora um crakudo…

Os Cohiba se desmancharam…

8 anos se passam…

Um exame de rotina… Outro…. Outro…

O diagnóstico: Câncer de tireoide.

O nódulo de 3,5 cm abraça a carótida… Com iodo-terapia, viveria até uns 10 anos…

Biopsia…

Semanas a espera pra saber o que diria o laboratório da capital…

Por sorte, como a de quem ganha na mega-sena da virada, era só uma espécie de queloide, rara, mas benigna…

Sentindo um alívio que ainda não tinha experimentado, adivinha onde fui parar imediatamente…

Sim, numa tabacaria…

Um Montana da Bertoldi e um saco com todos os pacotes de tabaco para cachimbo que tinha lá saíram comigo…

Provei um, dois, três tabacos…

Comprei mais…
8, 9, 10…

A língua sempre queimava…

Agora eu era o estranho da família…

Em meados de 2015 vou procurar informações se isso era normal, pois os charutos eram bem caros…

No Facebook um tal de PCB…

Um vendedor de Balneário Camboriú me manda um tal de Molto Dulce…

Amor a primeira abertura de lata…

Era MD no café, no almoço, dormindo…

Entre outros amigos do PCB, um tal de Doresbach…

Vamos fazer um encontro, disse ele…

Em Porto Alegre, um cara grandão me apresenta um tal de Butternut Burley…

Multo Dulce nem é tão bom…

BB até no banho…

Meses passam…

O tal vendedor me “agracia” uma tal de mistura inglesa…

Número 42 dizia no pacotinho que não tinha uma lata bonita…

Eu já tinha umas 80 latas bonitas…

Dirigindo sozinho em uma viagem a serviço, logo após passar pela PRF, resolvo provar aquela coisa com cheiro de biblioteca de escola pública…

Imediatamente fui arrebatado.

Mentalmente fui parar em um harém no oriente médio…

Eu agora amo MI,s…

Muitas delas…

Aromáticos são uma porcaria, pensva eu…

E provo o tal de Balkan Flake

Pqp de novo… Se existe um paraíso islâmico, e este tabaco que fumam entre as virgens…

Mas o tempo foi passando…

Aromatizados já não agradavam…

Misturas inglesas saturavam o paladar…

Charutos não davam essa sensação…

Então tu deveria provar Virgínia puro, disseram num tal de hangout que surgia no meio…

Em Camboriú sou apresentado a um tal de Full Virgínia Flake

Instantaneamente me veio a imagem de meu avô fumando um enrolado…

Meu irmão ao sentir o aroma disse: Quê? Seu João chegou na sala?

FVF passou a ser um vício, foram dezenas de latas, em seguida, latas não bastavam e foram caixas…

MI’s é o “carai”…

Isto é incrível…

“Batata frita” dizia o Osmário…

E veio o Dark Strong Kentucky…

Noooosssaaa….

E veio a pandemia…

50 gramas de tabaco em 2 dias era brincadeira…

Preciso diminuir isso…

Tá caro…

Uns Lagavulen e Lafroag acompanhavam…

Caríssimo…

Cordas passaram a fazer parte do cardápio…

O amarelo de sobradinho batendo “pau a pau” com FGV…

E veio a primeira carteira de Lucky Strike…

PQP…

É prático né…

Em resumo, o tempo todo eu buscava doses cada vez mais cavalaria de nicotina…

E nem falei que se enfileirar todo Rapé que já cherei, da pra ir de São Paulo ao Rio cheirando…

Essa é minha jornada pelo mundo tabagista…

Onde ela vai parar? Não sei…

Atualmente me sirvo do maldito LS de maço…

Visito a TabacosBR eventualmente e aproveito que lá tem coisa boa de balaio…

Mas saiba que se aventurar nesse mundo pode ser um caminho sem volta…

E que os amigos que me aconselharam são aqueles que minha mãe dizia que deveria evitar…

Mas foi a melhor coisa que essas folhas de tabaco me trouxeram…

Minha família cobra porque que estou fumando cigarro e não cachimbo…

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