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Coluna Moska, Histórias

Mas afinal, qual é o melhor tabaco que existe?

Quando passamos a fazer parte do mundo dos tabacos, nos deparamos com algumas perguntas clássicas, como a do título desta matéria, que tentaremos, na medida do possível, responder.

 

Todavia, precisamos partir de outra questão igualmente corriqueira e complexa a ser respondida: “Qual tabaco você me indica?”

 

Em geral, todos os cachimbeiros (e porque não charuteiros) mais experientes já devem ter ouvido esta pergunta, especialmente os que vendem tabaco…

 

É certo que iniciantes vão insistir nessa pergunta e nem sempre ficarão satisfeitos com a resposta…

 

Basicamente porque a resposta é análoga ao que teríamos ao questionarmos: Que bebida me recomenda? Que carne me recomenda?

 

No universo de bebidas, existem cervejas, vinhos, uísques, sucos, cafés… No de carnes, podemos encontrar bovinos, peixes, caças, ovinos, suínos…

 

Ainda que divididos em grupos menores, se considerarmos a cerveja, poderia ser uma da Larger Pilsen, ou uma Pale Ale… Vinhos do Porto, Cabernets…

 

Ou se forem peixes, pode ser do mar, de rio, uma tainha, traíra, salmão…

 

Com o tabaco é exatamente a mesma coisa! Existe um universo muito amplo na tabacaria, e quando se trata de cachimbos então, nooooossssa!!! Parece não ter fim a escolha…

 

Podem ser neutros, aromáticos, misturas inglesas, balcânicas, tem os híbridos como MIs modernas ou aromatizadas…

 

Podem conter Virginias, Burleys, Periques, Kentuckys, Latakias Sirios ou Cipriotas, etc, etc, etc…

 

E como bem disse o Confrade Luis Leal lá no Tabaco Diário do YouTube, como em um doce, os ingredientes ainda têm proporções e preparos completamente distintos.

 

Somado a isto, trata-se de um produto agrícola, muitas vezes com processos e misturas artesanais… Nem sempre é igual… Um tabaco que uma vez é excelente, pode nem ser tão bom assim em outra vez…

 

E depende das condições de armazenagem, umidade, temperatura, tempo transcorrido…

 

Varia ainda conforme o prato, digo, cachimbo, pois pode mudar totalmente de comportamento…

 

Mas o pior, o pior mesmo, é que a percepção de paladar e olfato é brutalmente diferente de uma pessoa para outra e, por consequência, as predileções variam muito.

 

Eu por exemplo, não costumo gostar de carne suína, e adoro carne de cordeiro e salmão cru… Não quer dizer que meu irmão, criado na mesma casa, pelo mesmo pai e mesma mãe, e mesma cultura, ainda que muitos nos achem parecidos, goste destas coisas. Antes pelo contrário, ele detesta ovinos e come carne de porco.

 

Daí com o tabaco, ídem. Ele curte narguile e acha cachimbo muito forte. Ainda que gostasse de cachimbos, eventualmente seria coincidência gostar exatamente do mesmo tabaco que eu.

 

Além de toda essa salada de fatores, o que poderia dizer ser preponderante, é a condição pessoal, que inclui alimentação, estado psíquico, experiência (treino ou maturidade do paladar e olfato), tolerância à nicotina, acompanhamento, ocasião em questão, até turno do dia, etc…

 

Um tabaco que lhes parece tenebroso em um momento pode parecer apetecível logo após certo tempo.

 

Então caros confrades, não culpem seu vendedor ou amigo que porventura lhe faça gastar um valor com um tabaco que não lhe agrade. Isso é bastante possível e compreensivo. São muitos os fatores a serem considerados.

 

Mesmo coisas lidas no tobaccoreviews.com podem não lhe servir.

 

Por sorte, muitos de nós pode contar com o tabaco amigo da quarta-feira e com confrades que se arriscam a trazer boas opções do exterior para nós, e ainda eferecem kits de amostras.

 

Precisamos exaltar este trabalho pois ajuda a conhecermos nossas próprias preferências, e com o tempo passamos a aumentar o acerto nas aquisições.

 

Da mesma forma, confrades mais experientes devem ter extremo zelo na indicação de tabacos aos iniciantes. É, por demais, frustrante provar algo dito como maravilhoso, que lhe pareça intragável.

 

É como alguém que não gosta de uísque ter como recomendação um puro malte… Não adianta, pode ser a melhor série de um Macallan ou Glenlivet que não fará diferença. Parecerá tudo ruim. Dai prova uma Skol e acha bom, pois gostava mesmo é de cerveja. Nem sabe que talvez a Duvel seja muito melhor.

 

Ainda que me considere um amante de misturas ditas balcânicas, minha mulher vai continuar achando que tem o cheiro do avô dela…

 

Então, o tabaco que indico, pode não servir, pode não ser de seu agrado. Recomendo provar todos os que puder, de Arapiraca a Margate, sem discriminar sem provar primeiro.

 

E sabe qual é o melhor tabaco que existe pra mim? O próximo!

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Um Comentário

  1. Avatar
    Luis Graciano 21 de julho de 2018 10:30

    Grande artigo, Thiago.
    Realmente indicar um tabaco a alguém é inglório.
    Antes é preciso uma infinidade de perguntas para tentar definir a melhor abordagem.
    A solução é mesmo provar tudo, e só depois determinar do que mais se gostou.
    E mesmo assim, ainda, os gostos vão mudando com o tempo.

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